terça-feira, 8 de maio de 2012

Explorando Buenos Aires (5 dias de passeios - Tim-tim por tim-tim)


Já tem um tempão que estou para postar nosso diário de viagem a Capital Argentina, mas por falta de tempo só consegui fazer agora. Aqui conto dia-a-dia as experiências que eu e meu pai tivemos em Buenos Aires. Foi muito legal e espero que sirva de indicação para quem quer conhecer a cidade.
Saímos do Recife depois da meia-noite da sexta-feira, dia 04 de fevereiro de 2012. Chegamos cedo em Guarulhos-SP e seguimos para o portão de embarque internacional. Não é tão difícil, logo achamos o tal portão, apesar de não haver uma clara instrução do pessoal de solo da Gol (fica a dica para quem não conhece o aeroporto de Guarulhos, basta se guiar pelas placas).

Ao deixarmos o desembarque nacional, andamos pelo saguão do aeroporto e fomos ao embarque internacional, onde, a princípio, ficamos em dúvida quanto ao portão que indicaram (número 14), mas, na verdade, era o número 14C, na parte inferior (Afinal, já diz minha mãe: "quem tem boca vai a Roma").

Ao identifica-lo fomos fazer um breve passeio na plataforma de embarque, para tomar um lanche. Depois voltamos para parte inferior e esperamos até a chamada do voo e para nossa surpresa, de forma ainda precária para os aeroportos modernos e principalmente para embarque de voos internacionais fomos até a aeronave em um ônibus de trânsito, que por sinal estava lotado, nossa sorte é que chegamos logo e pegamos um acento.

Seguimos então, num avião da Varig para Curitiba e depois para Assunção-Paraguai que, diga-se de passagem, parece-nos um aeroporto muito precário e pequenino, bem parecido com os aeroportos de cidades do interior do Brasil, e somente no inicio da tarde chegamos até o aeroporto de Ezeíza, em Buenos Aires.

Ao desembarcarmos em Buenos Aires, passamos pela imigração, em uma fila única, incluindo tanto os argentinos e os que provenientes dos países do MERCOSUL. Sem problemas, seguimos para pegarmos nossas bagagens, e com a inexperiência naquele país e com muita ansiedade, fizemos o câmbio em uma loja que existe ao lado das esteiras, dentro área de desembarque. Meu pai estava ansioso para fazer o câmbio, mesmo tendo o conhecimento que os melhores preços seriam no Banco da Nación Argentina, no saguão do aeroporto, mas não tive como convence-lo, afinal esta seria a 4 viagem dele pra lá e a minha primeira (não dava pra discutir). Na oportunidade, solicitamos algumas informações para reconhecermos as notas falsas, tendo recebido uma verdadeira aula do funcionário da loja de câmbio (mas tudo em espanhol).

Ao sairmos do desembarque, nos dirigimos a Tienda de Sr. Manuel (uma loja de serviços de taxi), afinal meu pai já havia utilizado o serviço outras vezes e achou muito confiável, inclusive tinha sido indicado pela SENSU (instituição de intercâmbio educacional). Pelo transporte pagamos Ar$240,00, recebendo um cartão para desconto na volta, a qual deveria ser agendada um dia antes (Ar$140,00).

Assim, seguimos numa autoestrada para o centro da cidade, cerca de 35 km, passando por 3 pedágios. Ao adentrar a cidade de Buenos Aires, fiquei tentando achar, em vão, semelhança com alguma cidade que já havia visitado no Brasil, acho que esse sentimento de identificação se passa com todos que saem de seu território.

Ao chegarmos no Apart Hotel – Livin' Residence, fomos bem recebidos, por uma simpática moça chamada Julieta, e com agilidade foi confirmada nossa reserva do Booking.com, tendo nos entregado a chave do Apart, após o preenchimento da ficha de cadastro.

No quarto, constatamos que estava igualzinho a propaganda do site de reservas, em seguida solicitamos informações sobre o cofre e solicitamos a substituição do controle da TV, o que nos foi realizado no dia seguinte, pois não havia outro de reserva.

Descansamos um pouco e após um bom banho, para descarregar as 12h de viagem, saímos para encontrar o supermercado indicado pela atendente do Apart Hotel, seguindo na própria rua do hotel (Calle Viamonte), cerca de 3 quadras no sentido da Av. 9 de Julho, onde compramos algumas guloseimas e água mineral, no supermercado Cotto, que muito me agradou, pois possui produtos de qualidade, marcas até conhecidas por nós brasileiros, só que com nome em espanhol, e após pagarmos cerca de Ar$156,00, voltamos ao Apart, onde fizemos um café, e logo fomos dormir.

No domingo, acordamos e fomos dar um passeio pela Av. Callao e Av. Corrientes, para que eu pudesse reconhecer as vizinhança do Apart Hotel, já que papai conhecia bem essa avenida, afinal durante suas viagens de estudo esse era seu único percurso (Hotel Bauen-UMSA).

Na Av. Corrientes seguimos até a Av. 9 de Julho, e voltamos para almoçar num restaurante chamado Las Cañas, que fica no PasseoPlaza. Fiquei realmente surpresa com a quantidade de carne para duas pessoas, assim entendi os comentários de papai a respeito das carnes servidas aqui, mas por sorte pedi que nos fosse preparada a la uruguaya, então veio fina e bem assada, que por sinal estava uma delícia.

Quanto ao restaurante, me pareceu bastante acolhedor, apesar de ter poucas pessoas (acredito porque estávamos no dia de domingo, onde todo o comércio é fechado e ele fica dentro da zona comercial ). Lá fomos bem servidos e bem recepcionados pelo garçom Emanuel, que a princípio achou que eramos argentinos, e somente quando eu pedi explicações sobre cardápio e disse que era brasileira, é que se desculpou e nos ofereceu a carta em português, nos servindo muito bem, fazendo merecer sua gorjeta, principalmente pelo elogio ao meu sotaque espanhol dizendo que eu o havia confundido. Pelo almoço pagamos Ar$208,00, porque além do prato, pedimos uma guarnição de arroz, afinal papai não queria comer carne somente com papas. E vale deixar registrado que em restaurantes, além da comida e bebida, também pagamos o que chamam de “servicio de mesa”, ou seja as toalhas e guardanapos. A gorjeta nunca é incorporada a conta, nos deixando livre para pagarmos ou não.

Depois do almoço, saímos pela Av. Corrientes no sentido da Calle Florida, e acabamos identificando o Ponto inicial do Buenos Aires Bus (o famoso ônibus amarelo de tur), resolvendo pegar o passeio naquele mesmo dia, pois havíamos planejado em fazê-lo na segunda-feira a tarde. Então, partimos, às 15h20, seguindo por todos os pontos turísticos, em um ônibus amarelo de andar, sem teto com tradução em todas as línguas.

O passeio foi muito prazeroso, e nos deu uma noção geral dos lugares importantes da cidade de Buenos Aires. Como havia lido a respeito, ficou confirmado que a tradução em algumas partes mais parecia um portunhol mal falado do que português, mas na verdade eu particularmente ouvi quase todo em espanhol, ainda mais porque faziam alguns comentários extras.

A primeira parada foi na Plaza de Mayo, na frente do Calbido, onde tivemos uma breve explicação sobre o mesmo e em seguida sobre a Casa del Governo (Casa Rosada), após arrodear a praça, em sequencia seguimos na Av. Rivadávia para o Congresso Nacional e depois para a parte de San Telmo e sem seguida o bairro de Boca e o Caminito, onde no primeiro fiquei impressionada com as situações lamentáveis e degradantes das casinhas feitas de colunas de madeiras e paredes de chapa de ferro, as quais em alguns lugares, como no Caminito estão pintadas com corres vibrantes, ilustrando as fotos que vemos do Bairro de la boca. Mas vale registrar que estas são minoria, e na verdade a maioria estão feias e enferrujadas. Realmente trata-se de um bairro pobre.

Novamente confirmamos o comentário sobre a parada de número 5, entre o Bairro de La Boca e Caminito, no Bar “El Estaño 1880', no meio do nada, com a desculpa de ser um dos bares mais antigos do bairro. Já o Caminito, parece ser mais alegre, mas também vemos pobreza, apesar dos palcos armados para apresentações de atrações artísticas, na programação do verão de 2012.

Em contraste, seguimos para Puerto Madero. Que é o mais novo bairro da cidade, sendo um lugar onde se erguem imensos prédios empresariais e outros tantos residencias, sendo de alto nível, para um público eminentemente afortunados. Lá também podemos encontrar o Cassino flutuante e até o terminal fluvial.

Em Sequencia, seguimos pelo centro da cidade, passando cruzando a Av. 9 de julho, na altura da Plaza de San Martin, saindo na Av. Córdoba, onde visualizamos o inicio da Calle Florida e Galeria Pacífico, a mais famosa da cidade, inclusive, comparada da Galeria Lafaet, em Paris.

E assim fomos seguindo pela praças principais no sentido de Palermo, passando por vários pontos, como a Faculdade de Direito da Argentina-UBA, Floralis Genérica, MALBA, Bairro de Recoleta, Hipodromo, Campo Argentino de Polo, Rosedal, Jardim Japonês, Jardim Zoológico, Planetário, até chegarmos ao Bairro Chino, onde passamos pelo Museu de arte espanhol Enrique Larreta e a Igreja da Imaculada Concepção – La Redonda e por fim o Teatro Collón, onde descemos e voltamos para nosso Apart.

Realmente o passeio é excelente, onde visualizamos todos os pontos que merecem uma visita mais detalhada. As praças são belíssimas, o que vale registrar a quantidade de praças é imensa, onde termina uma, começa a outra e assim se seguem nas avenidas principais, que por sinal são super largas, existem lugares que possuem 8 pistas em um só sentido.

Na segunda-feira, logo ao levantarmos fomos a Universidade Del Muséo Argentino, para entrega do projeto de papai, o que fizemos com sucesso. E em seguida, almoçamos no restaurante Farandula, do mesmo grupo do Las Cañas, onde também fomos bem servidos e mais uma vez me surpreendi pelo prato, pagamos cerca de Ar$90,00 e voltamos para Calle Florida, seguindo pela  Av. Corrientes, e ao final por volta das 18h tomamos um taxi (Ar$ 17,00) até o Apart.

Já na terça-feira, saímos ao redor do Apart, e conhecemos o Palácio de las Aguas Corrientes, que fica em uma quadra toda entre a Av. Córdoba e Viamonte, sendo uma suntuosa construção do final do século XIX, mas precisamente no ano de 1887, que foi feito para abrigar um grade reservatório de água, com cerca de 72.000 m³ para abastecimento da cidade. Esse é sem dúvida o prédio mais bonito da cidade, na minha opinião, não só pela sua cor rosada e dourada, como por toda a composição das esculturas, suas sacadas e seus minuciosos apliques de cerâmicas e ladrilhos.

Depois seguimos andando pela Av. Callao no sentido da Av. Santa Fé, onde almoçamos no restaurante La Farola, comida muito bem preparada, nos tendo sido nos servido com qualidade e gastamos cerca de Ar$127,00. Depois atravessamos a Av. Santa Fé e entramos na livraria El Ateneo, onde ficamos encantados com a beleza da construção, já que foi construído para um teatro, em seguida funcionou um cinema e atualmente é uma livraria, sendo classificada como uma das mais belas do mundo, título que faz jus. Depois do passeio cultural voltamos para o Apart, e jantamos na padaria La Continental, na Av. Callao, depois da Av. Corrientes, uma espécie de delicatesen, mas não sendo tão atrativas como as nossas. Lá comemos empanadas com coca-cola e pagamos Ar$50,00.

Na quarta-feira, fomos novamente a Universidade Del Muséo, e almoçamos num restaurante na Av. Callao, chamado La Academia, vizinho ao Hotel Bauen, infelizmente não fomos bem servidos, apesar da boa comida, gastamos cerca de R$70,00. Depois pegamos um taxi e fomos direto para o Cemitério de Recoleta, quase uma linha reta pela Av. Callao, pagamos Ar$19,00 e olha que foi longe. Lá fizemos uma exploração na ultima morada dos nobres argentinos, porque como está em um de nossos guias: “Si la historia de Buenos Aires vive em sus calle, la historia del país descansa entre las muralla del cemiterio mas antiguo y aristocrático de la ciudad: Cemitéiro de la Recoleta.”

Realmente, as ruas do cemitério são cheias de obras de artes e mausóleos monumentais, contudo o ficamos um pouco decepcionados quando nos deparamos com o mausoléo da Família Duarte, onde está os restos mortais de Eva Duarte de Perón, é tão pequeno, sem esculturas, apenas uma fachada de granito preto, acredito que a simplicidade também foi uma forma do governo na época não torna-la um mito, o que foi frustado, porque na verdade seu nome é mais venerado do que maioria dos mais poderoso políticos da República Argentina.

Em sequência, seguimos passando pela Igreja de N. S. do Pilar e pelo Centro Cultural da Recoleta, rumo a Faculdade de Direito de Buenos Aires e Floralis Genérica (Foto acima de Kátia Rejane - 2012), onde tomamos um taxi para conhecermos o Museu de Evita, gastamos cerca de Ar$21,00, onde também ficamos maravilhados com seus vestidos e parte de seu arcervo pessoal, onde aprendemos um pouco mais sobre esse ícone da História Argentina e precussora dos direitos sociais da Argentina, Eva Duarte Perón, foi realmente uma grande mulher, inteligentíssima e lutadora, em todos os sentidos, desde sua origem bastarda, sua profissão (modelo e atriz de teatro), quando por fim decidiu lutar também pelos argentinos, mesmo antes de casar-se com Juan Domigo Perón, presidente argentino na época. Tendo vivido lutando e superando-se até travar sua ultima batalha contra o câncer de útero que tomou-a em metastese. Mas não matando Evita, como docemente ficou conhecida a protetora do povo menos favorecido da Argentina. E é por isso que ela vive entre eles até hoje, e se orgulham em propagar sua memória, com monumentos, museus, espaços culturais, peças teatrais e institutos.

Terminamos a tarde, relaxando no belíssimo Jardim Japonês, espaço doado pela Associação Japonesa da Argentina, que transmite paz de espirito para grande cidade. De lá pagamos cerca de Ar$22,00 até a Av. Córdoba com Av. Callao, esquina do Apart, onde passamos na Subway, que fica na Av. Córdoba, por trás do Apart e levamos dois sanduiches do dia por Ar$39,00, para o jantar.

Na quinta-feira, fomos procurar em vão a agência do Banco do Brasil S/A, poque não lembrávamos que o Banco do Brasil havia comprado 80% do Banco da Patagônia e agora estava usando a marca do banco pátrio, já que esse era mais conhecido e possuía maior número de agências por todo o território. Após efetuarmos o saque necessário, fomos as compras definitivamente na Calle Florida, mas antes almoçamos num café chamando de Piacere, onde gastamos certos Ars$88,80, o que após as compras, fomos a Plaza de Mayo, conhecendo a Catedral Metropolitana, e depois pegamos um taxi até a Av. Callao com Calle Viamonte, pagado cerca de Ar$17,00. A anoitecer, jantamos na Subway, gastando Ar$39,00.

Em nosso penúltimo dia em Buenos Aires, passemos novamente pelo centro, onde conhecemos o Palácio da Justiça e o Teatro Collón, contudo não o visitamos por dentro, pois achamos muito cara a entrada, Ar$110,00, inclusive fazendo distinção entre extrangeiros e argentinos. Antes das visitas, almoçamos novamente na Farandula, onde gastamos ao todo Ar$100,00 e compramos os últimos regalos. Voltamos andando para o Apart e ao anoitecer fomos novamente a Subway, que fica a menos de uma quadra de onde estamos hospedados, onde gastamos Ar$47,00.

Sábado, última dia em terra portenha, após arrumar a mala, vamos fazer check out antes das 11h, e tentar comprar os tão famosos Alfaroles, que mais parecem pão de mel, com recheio de doce de leite, coberto com chocolate ou glacê de açúcar. Almoçamos e fomos irmos ao aeroporto por volta das 15h da tarde. Detalhe, papai perdeu o cartão de desconto para a volta com a companhia de taxi que viemos, então pegamos um taxi indicado pelo Hotel.

Em resumo, Buenos Aires é lindo, e faz jus ao título da mais européia das cidades das Américas, como era conhecida antigamente, na década de 30: a Paris das Americas, contudo, nos soa exacerbado o nacionalismo radical do povo portenho, inclusive nos deixando a acreditar que existe uma necessidade insaciável de auto-afirmação perante os demais países da América, principalmente do Sul. Enfim, o que podemos fazer se somos o maior e o mais importante, não há como negar o resplendor do nosso querido Brasil, que infelizmente leva ao despeito dos que não tem como se conformar.

Por fim, é bom viajar, mas melhor ainda é voltar para casa. Estou morrendo de saudades de minhas pequenas, Mila e Cici, sem falar do meu grande companheiro Cristiano e de minha mãe que ficou cuidando das minhas meninas...... e vamos confessar da minha casa também, pois nada melhor do está em sua terra, com sua gente e dormir em sua cama.

domingo, 15 de janeiro de 2012

FELICIDADE

O que é felicidade? Será que podemos descrever o que é felicidade? Será que realmente podemos sentir felicidade?

Tenho certeza que muitas pessoas já discorreram sobre o tema, existindo inúmeras definições e até tratado filosóficos sobre o assunto, mas felicidade é na verdade um simples estado de espírito que transcende nosso entendimento real das coisas, é um sentimento que brota indiferentemente de nossas ações, sejam elas complexas ou simples,  e invade nossa mente nos deixando com "cara de babaca", afrouxando nosso sorriso, fazendo nossos olhos brilharem e nos deixando complacentes com os acontecimento ao nosso redor. A felicidade tem o poder de nos dar uma sensação natural de bem estar absoluto.

Em resumo, sentirmos superior a tudo. É podermos ficar agarradinho com aquelas pessoas que amamos, mesmo estando morrendo de sono. É poder ser elogiado com um simples brigadeiro. É poder olhar para o passado e ver que tudo que já foi vivido valeu a pena, mesmo ainda faltando muito para atingir o objetivo.

E mesmo não conseguindo atingir a felicidade completa, já que pra Freud o principio da realidade nos impede de tal proeza, é sentirmos movidos cada vez mais pela busca da sensação de sermos felizes.

Acredito que na verdade, felicidade é o conjunto de momentos felizes que vivemos e que mesmo não sendo glamorosos, são carregados de sentimentos do BEM e parecem conter um pozinho mágico que nos faz sentir prazer em relembrá-los. Assim, felicidade pode até ter receita, mas é incomparável, é impessoal e intransferível, é simplesmente vivida.

Sendo assim, podemos dizer que a felicidade sem dúvidas está no coração de cada um, seja com um copo d´água, seja em uma viagem, seja com qualquer momento o qual só o nosso coração e nossa mente pode identificar. Pois, Feliz é aquele que sabe que é feliz, e guarda seus momentos felizes para senti-los por toda a vida. (Foto: by Kátia Moreira - 2006)

terça-feira, 1 de junho de 2010

COPA 2010! O BRASIL É SÓ ENERGIA.


Hoje eu estava assistindo o noticiário nacional, quando percebi que a copa do mundo está chegando, afinal falta apenas 1 semana.
Afinal no Brasil não dá para descrever o sentimento que a palavra COPA transmite, pois quem não para pra ver os jogos do Brasil? Acredito que 90% dos brasileiros não conseguem se distanciar da TV e torcer pelo nosso amado país. Isto está no sangue, está em nossa cultura, afinal, somos o país do futebol.
É incrível como nós brasileiros temos gravado em nossas mentes todas as vitórias do Brasil nas copas, mesmo aquelas que não vivenciamos. O Brasil realmente se transforma, a começar pelas ruas de nossas cidades, que ficam todas enfeitadas na cor verde-amarela, e, assim para onde nos viramos vemos um ballet de bandeiras brasileiras de infinitos tamanhos e um ar de festa contagiando não só os nativos, mas todos aqueles que aqui passam.
Eu nunca parei para pesquisar a respeito, mas acredito que o nosso povo é o mais contagiado pelo espírito da copa, afinal somos os únicos que possuem o maior número de vitorias no campeonato mundial.
Chega até ser engraçado, pois a febre nacionalista não tem idade, muito menos classe social, todos estão enquadrados em um só time. Inclusive eu, que mesmo passando dos 30, não consegui resistir em comprar bandeirinhas do Brasil, camisas, fitinhas e até mesmo brincos com as cores da seleção.
Outro dia, enquanto navegava na net, me deparei com a lista das frases dos ônibus das seleções, oferecidos pela FIFA neste mundial, e ao ver a do Brasil, realmente me rendi àquele que teve a magnífica idéia da frase: LOTADO! O BRASIL INTEIRO ESTÁ AQUI DENTRO. Isto realmente me contagiou e toda vez que a vejo, me sinto na África do Sul, ao lado dos jogadores.
E é assim, com este espírito de festa que vamos todos torcer e viver a copa 2010. Vamos todos curtir um pouco o nosso pais e nos sentirmos os mais bairristas dos cidadãos do mundo. Vamos pintar a cara, vamos nos enfeitar, vamos nos vestir com a camisa mais alegre e que transpira energia. Vamos simplesmente ser BRASILEIROS e tatuar o verde-amarelo, gritar, sofrer e festejar o tão almejado HEXA para o nosso amado Brasil, pois o nosso povo merece mais uma vitória.

terça-feira, 9 de março de 2010

101 ANOS DE HISTÓRIA


Acredito que o maior desejo do homem é atingir a eternidade, e viver muitos anos, a exemplo dos profetas do antigo testamento (Abraão, Isaac, Maomé, David) que passaram em muito as centenas de anos.
Entretanto, o ser humano na busca do conhecimento e superação, é muito mais ousado, não quer só viver a eternidade, mas ter consigo a juventude. E nem sabem que as linhas do rosto traçadas pela velhice, são a expressão mais fiel de cada dia vivido. Estas rugas representam a historia de cada um, que foram escritas em suas faces, são portanto a perfeita externalização de todas as conquistas, derrotas, alegrias e tristezas que cada ser humano já viveu.
Imaginem então que glória passar dos 100 anos, imaginem que benção é poder estar lúcido ao passar dos 100 anos e ainda poder contar histórias de quase 100 anos atrás, com a paciência de um contador de historias.
Pois bem, eu tenho o prazer de conviver com alguém que recebeu esta benção de Deus, meu avô materno: João Casimiro, como é conhecido, na cidade que adotou como sua, Serra Talhada.
Seu João é homem forte do sertão paraibano, nasceu na pequena cidade com nome de capital, Montevideu, mas foi no sertão pernambucano que construiu sua família, fez amigos e ficou conhecido.
Homem de feições simples, pessoa de boa índole, trabalhador e calmo, este é o perfil mais fiel de vô João.
Nasceu e sempre viveu na roça, lutando contra os incontáveis períodos de seca que viu sua terra passar. Nunca sentou no chão para brincar com qualquer um de seus netos, mas sabia, de seu jeito agradá-los, seja dando uma voltinha à cavalo, ou uma moedinha para comprarem pipocas.
Me lembro, com muito carinho e saudades de meu avó nos poucos anos que pude conviver quase que diariamente com ele. Não esqueço das “voltinhas” à cavalo que ele fazia questão de dar com todos os seus netos presentes na hora de sua partida para o sítio. Era realmente dedicado, pois andava cerca de 400mts, da frente de sua casa até o pátio da antiga estação de trem, puxando o seu eterno cavalo branco de crina preta, com cada um de seus netos em cima.
Tive o privilegio de viver meus 7 primeiros anos próximo a ele e nunca esquecei as vezes que assisti atenta a ordenha das vacas, e ao final com seu jeito cuidadoso, nos oferecer um copo de leite para crescermos forte, como dizia. E até mesmo das vezes que com grande satisfação nos incentivava a tirar o leite, sozinhos.
Grande foi minha euforia quando pude dar a voltinha à cavalo, sozinha, sem que ele segurasse a corda do cavalo, mas com ele caminhando pacientemente do lado e com sua voz terna me dizendo os comando que deveria tomar para poder dominar o cavalo.
Também, me lembro muito bem dos dias de férias que passávamos no sítio Açude Velho, vendo-o trabalhar no pasto, cortando palma para dar ao rebanho, e zelando dos seus animais com grande dedicação, e ainda, nos levando ao açude para nos ensinar a pescar, pois mesmo sendo menina, ele nunca fez distinção entre eu e os meus primos, apenas nos tratava com o cuidado de um avô e nos ensinava sobre a vida na roça.
Pois bem, tenho certeza que todos nós, seus netos temos muitas lembranças boas de seu João, principalmente de suas histórias intermináveis, onde nos contava de suas andanças de vaqueiro, de seus parentes, e até de sua visão do destemido Rei do Cangaço, quando este passou pelo sítio de seu pai.
Hoje, nós estamos rendendo graças ao nosso Deus, por tantos anos, tantas histórias, tantos ensinamentos e o amor que nos foi transmitido, mesmo sem nunca ser falado literalmente, mas foi sentindo com todos os cuidados.
São 101 anos de história e todas elas estão traçadas em sua face rude, não tendo nenhuma palavra escrita, já que não teve o prazer de conhecer nenhuma letra, mas fez questão que todos os seus 8 filhos estudassem, e hoje, tem netos e bisnetos, bacharéis ou conhecedores da escola vida, tenho certeza que seu João Casimiro está no lucro, como gosta de repetir desde que fez 70 anos, e sente o amor e o orgulho que todos nós temos por ele. (Foto: by Kátia Moreira - 2009)

segunda-feira, 8 de março de 2010

MULHER É SER SUPERIOR


No dia internacional da mulher, nada mais do que fazer uma introspecção no que é ser mulher. Sendo assim eu cheguei a algumas conclusões, então resolvi dividi-las com todos, e assim tentar transmitir como é difícil ser mulher, mesmo que a beleza possa entorpecer a alma dos homens e até mesmo das próprias mulheres.
Pois bem, ser mulher é realmente difícil, não digo isto só pelo preconceito que muitas vezes enfrentamos, mas porque na verdade acredito que nós também o temos. Acho que até mesmo as feministas têm no fundo do coração um pouquinho de machismo, e explico: se não houvesse tal sentimento não haveríamos que falar em desigualdades, pois reinaria a igualdade do homem e mulher, daí não existiriam tais movimentos.
Ser mulher é difícil, pois todos esperam que nós sejamos impecáveis, puras, bondosas e incansáveis, mas isso não é nada fácil, pois, como os homens nós somos feitas de carne, sentimentos e desejos.
Recebemos a carga de ser a cabeça e o coração, de termos que ser doces e austeras, de sermos domáveis e impulsivas, de sermos frágeis e termos garra para superar os obstáculos, ser mulher é ser contraditório.
Ser mulher é chegar à noite, depois de um dia inteiro de trabalho e encarar uma jornada extra de dona de casa, mãe exemplar e esposa, enquanto o marido chega e senta em frente a TV pra assistir o jornal, exige silêncio, e os filhos querem sua atenção, e depois de tudo ainda tem que deixar tudo organizado no único local da casa em que podemos mandar: a cozinha.
É realmente muito difícil ser mulher, pois recebemos a incumbência de sermos MÃE, ação que é pura emoção e transcende o lógico, é mais que instinto é essência de vida, pois é inexplicável gerar, cuidar, ensinar e compreender que não somos dona daquele que concebemos, mas nós insistimos em cuidar na esperança de termos alguém que cuide de nós no futuro.
É viver entre regras que só existem porque somos mulheres, como por exemplo: não poder comer o que gostamos, porque engorda; não poder atirar-se nos braços do amado, porque é impróprio; não poder tomar a iniciativa quando se paquera alguém, porque quem rouba beijo é o homem, e muitas outras proibições ou tabus, que, quando quebrados, é porque não temos juízo ou somos assanhadas demais.
Ser mulher é viver milhões de emoções e transmiti-las só com um olhar, é sofrer e ter que rir para conquistar seu lugar, mesmo sentindo uma dor em seu coração. E, repito, é realmente difícil ser mulher, ser amante, amiga, esposa e companheira numa só conversa.
Como se vê, existem mil e uma justificativas para mostrar o quanto é difícil ser mulher, mas existem outras tantas para demonstrar como é gratificante ser mulher e, consequentemente: mãe, esposa, amiga, amante e companheira.
Enfim, apesar de todas as dificuldades, tudo isto é superado só em sabermos que somos o único ser que temos a inteligência e consciência de que somos a chave de toda a existência humana, pois sem uma MULHER o homem deixará de existir. E é, sem sombra de dúvidas, formidável poder gerar, poder completar o outro, poder romper preconceitos e poder chegar além do que esperam de nós.
E assim, sentir seus pensamentos, superar suas necessidades e ir além da dor, é uma dádiva para uma mulher e me desculpem as feministas, mas é muito bom ser paparicada e colocada num pedestal só porque somos mulheres, e que pensem os homens que somos frágeis, pois assim seremos superiores. (Foto: by Kátia Moreira - 2008)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

EDUCAR É MOSTRAR O CAMINHO DA FELICIDADE


Quase sempre, quando se inicia o ano letivo, somos convocados nas escolas de nossos filhos, para ouvirmos palestras sobre educação, seja como anda a educação no nosso país, seja para tentar nos ensinar como educar, dando-nos uma fórmula de como agirmos para o melhor desempenho da escola. Enfim, tudo com o intuito de nos dar uma satisfação e nos provar que nossos filhos estão no melhor colégio, e que apesar de pagarmos para serem ensinados, nós também somos peças fundamentais e temos que dar nossa contribuição.
Pois bem, este ano não foi diferente, na escola que meus filhos estudam. Passamos 90 minutos ouvindo um blá-blá-blá, e saímos certos de que estamos no caminho correto para fortalecer a educação de nossos filhos.
Entretanto, algumas incógnitas surgiram e chamaram a nossa atenção:
- Será que realmente é preciso chegar ao topo da escala do conhecimento pra que nossos filhos, e até mesmo nós, no presente, sejamos bem remunerados?
- Porque um país tão rico como o Brasil, é o 10º no ranking dos paises da América Latina, em desenvolvimento educacional, segundo relatório da UNESCO, e quanto isto pode afetar na educação de meus filhos, já que fazemos parte de uma classe social mais favorecida?
- Será que nossos filhos conseguirão chegar ao topo da escala de conhecimento e isto trará felicidade para eles, ou será a nossa realização?
Posso tentar discorrer sobre cada um dos pontos acima, mas uma coisa é certa: o futuro é o tempo que mais precisa de tempo para se realizar, e estas questões somente podem ser respondidas com o passar deste tempo.
Nossos filhos podem, sim, estar na melhor instituição para os moldes da sociedade na qual estamos inseridos, pois é isto que todo pai busca para seu filho, fazê-lo viver num nível melhor do que foram criados ou no mínimo nos mesmos padrões que nossos pais nos criaram.
Entretanto, apesar de nossos esforços, cabem a eles, com nossa ajuda, é claro, desenvolver o potencial que existe dentro de cada um deles, pois já ouvimos muito o dito popular: "os dedos das mãos são irmãos, mas não são iguais". E não podemos deixá-los caírem nas armadilhas que nossa própria sociedade os colocam.
Sabemos que a cada dia que passa, aumenta o nível de concorrência, isto em qualquer ramo de atividade. E sabemos, também, que a nós cabe incentivar nossos filhos, para lutarem, repito, lutarem e assim conseguirem o que desejarem, pois só o suor glorifica nossas vitórias.
Desta forma, de nada vale querermos viver por nossos filhos, pois aos pais cabe apenas assistir, instruir e incentivar, como um técnico de futebol, por exemplo.
E ainda, devemos ter consciência de que a vitória que nos queremos, nem sempre é a que eles querem ou conseguirão.
Mas, acima de tudo devemos colocar em suas mentes que o elo da educação/vitória/realização, é mesmo a FELICIDADE no que se faz, pois o que se faz com satisfação traz realização, independentemente que seja o trabalho, de um simples agricultor, que enche as bancas das feiras de legumes e por cadeia traz alimento à mesa de muitos brasileiros, ou seja o trabalho de um médico que traz ao mundo, de forma sublime, um novo ser. Todos nós temos um papel e podemos ser felizes, porque a felicidade é feita da satisfação na qual vivemos o momento.
Sendo assim, aconselho, pois é o que estou fazendo, seja o técnico de seus filhos, esteja junto, ajude, cobre, mas deixe-os colherem os louros, orientando-os a seguirem o que trará realização, pessoal e profissional e deixando-os cientes que nem sempre muito dinheiro traz felicidade.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

TER FILHOS


É engraçado quando olhamos para trás e observamos que o tempo passou e nem demos conta de como tudo ocorreu tão rápido. Sei que na verdade, tudo parecia estar em câmera lenta, naquela época, mas e sempre assim, depois que passa, temos a sensação de que o tempo correu.
 
No meu caso, particularmente, já contam quase 8 anos que meu primeiro bebê nasceu e as vezes perco a conta do tempo que já passou, apesar ter sido a experiência mais marcante em minha vida.
Ter um filho é um sonho, que a meu ver, já nasceu enraizado na essência feminina, acho que é um desejo intrínseco do próprio gênero, pois são raras as mulheres que não possuem tal desejo de ser mãe. Sem falar do peso cultural que nos é passado durante toda nossa existência: “de que mulher tem que ser mãe para se sentir completa”.
 
Pois bem, apesar disso, não é tão fácil assim, já que ocorrem inúmeras mudanças, não só física e psicológica, mas principalmente uma mudança radical no comportamento da mulher. Já que um filho traz consigo a dependência de um ser, a responsabilidade dobrada de duas vidas, a nossa e a de nosso filho, levando a mulher a ter uma nova postura, perante os seus e a sociedade, mesmo que isso não seja sua prioridade, tal posição uma hora terá que ser adotada. E tudo isso ocorre dentro de uma turbulenta mudança de vida.
 
Eu até agora, somente senti a dependência do filho para comigo, mas segundo a experiência das mães mais velhas, com o passar do tempo o papel da dependência se inverte. A mãe é quem passa a sentir a dependência de esta sempre tentando controlar àquela vida que nunca a pertenceu, mas que gerenciava como se fosse sua. A mãe passará a sentir a necessidade de ter ciência de todos os passos que não pode mais dar pelos filhos, e também, a sentir falta do controle que nunca lhe pertenceu, pois seu papel era exclusivamente de ensinar, mas alguém em algum lugar colocou em sua cabeça que ela era a dona daquela vida, fato que somente existiu em sua vontade.
 
É mesmo muito engraçada a relação mãe-filho, numa hora somos a fonte de tudo, na outra os filhos passam a ser a nossa, mesmo sem querermos que isto aconteça.
 
Entretanto, apesar da complexidade do relacionamento entre mães e filhos, não há nada melhor do que ser mãe e ver dia-a-dia àquele ser que foi gerado dentro de você, àquele pequeno bebê, crescer e descobrir o mundo, na esperança, mesmo que egocêntrica de mãe, de que um dia ele será nosso porto seguro, quem nos dará colo e mimos em nossa velhice.
 
Esta é mesmo a essência de tudo, nada mais do que a repetição, no circulo da vida: “A mãe gera uma vida para quando não mais puder ser mãe, possa estar novamente na condição de filho, agora de seu próprio filho”.
 
(Foto:by Kátia Moreira - 2006)