sábado, 13 de fevereiro de 2010

DESCOBERTA DE DINOSSAUROS


Hoje nós estamos passeando pela Paraíba, um dos nove estados da região nordeste do Brasil. Pois bem, neste carnaval resolvemos não brincar, e para descansar resolvemos fazer uma pequena viagem de “aventura” para envolver as crianças.
Foi então que surgiu o roteiro de Sousa, cidade do semi-árido paraibano e acerca de 2h30min de nossa casa. Sousa é conhecida principalmente pelo vale dos dinossauros. Por sinal, em toda a cidade encontramos pinturas, esculturas, nomes de bares, supermercados, lojas, e outros estabelecimentos, fazendo menção ao grande réptil. (papirossauro, baby sauro, dinossauro, etc).
Pois bem, ao chegarmos a Sousa ficamos logo surpresos com o desenvolvimento do comércio e o cuidado do governo municipal em deixar a cidade mais atraente para os turistas, toda bem sinalizada. Aqui tem um campus de uma Universidade Federal, o que eleva a população consideravelmente, em razão dos cursos oferecidos pela UFCG (Universidade Federal de Campina Grande). Sousa explora o turismo, que a meu ver, ainda está acanhado em relação ao potencial da região. A indústria é diversificada, inclusive tentando ser um pólo calçadista e a agropecuária, onde se destaca por ser uma cidade de grande relevância na produção de coco, na região Nordeste.
Desde que chegamos à cidade, as crianças adoraram o hotel, que é de muito bom gosto e possui um parque aquático (Jardins Plaza Hotel), e principalmente o efeito DINO por todo canto, pois quase tudo, como já disse faz referência aos dinossauros, mas nada supera o prazer de conhecer o parque do vale dos dinossauros, como é chamado o sítio arqueológico.
Diz a história que as pegadas de dinossauros surgiram casualmente pelo sr. Anísio Fausto da Silva, em 1897 que saindo em busca de seu gado que havia fugido passou pelo rochedo descoberto haja vista que o rio estava seco e viu as pegadas, contudo levaram a crer que seriam pegadas de um boi e ema, sendo somente em 1924 quando a por curiosidade do geólogo mineiro LUCIANO JAQUES MORAIS, que na época trabalhava no DNOCS nas obras contra seca, foram as pegadas identificadas e consequentemente reconhecido o maior percurso de pegadas de dinossauro já descoberto, com 53 pegadas.
Tal confirmação resultou em várias pesquisas, inclusive sendo arrancadas duas dessas pegadas, as quais foram levadas para o museu da universidade de Havard, Estados Unidos e outra para um museu na Inglaterra, o que seria hoje considerado como crime ambiental.
Anos depois um padre italiano e também paleontólogo chamado Giussepe Leonardi descobriu mais um caminho de pegadas. Após tal descoberta, o padre Giussepe, editou alguns livros no exterior, o que tornou o vale mundialmente conhecido. Contudo, apesar da fama do vale, e de haverem sido feitas várias reportagens a respeito das trilhas encontradas, tudo parece parado no meio do tempo.
Digo isto porque, apesar de ser um centro de pesquisa e já possuir um museu instituído, mantidos pelo governo estadual, o parque ainda não possui a infra-estrutura que merece, posto que para história mundial, representa um ponto para desvendarmos o nosso passado e com grande potencial de descobertas. Atualmente o parque, principalmente a sede, onde tem o museu, está com aspecto de abandono financeiro, pois não vemos manutenção nas instalações e até os banners contando os fatos e descrevendo as espécies de dinossauros sofreram os efeitos naturais do tempo (mofo, poeira, etc), não tendo sido repostos ou modernizados de forma a perdurarem.
Entretanto, apesar das dificuldades que visualizamos, podemos encontrar a qualquer hora que visitarmos o parque, o Velho do Rio, como é conhecido o seu administrador e alguns guias, todos com muita boa vontade para nos mostrar as descobertas da região.
O certo é que tudo é muito fascinante, estar ali, na beira de um rio, no meio de um vale, e saber que há 65 milhões de anos atrás os dinossauros estiveram passeando por lá, e que não é fantasia, tudo foi real, nos dá uma vontade enorme de descermos das passarelas e escavar só para tentar descobrir mais um pouco de nossa história.
Pena que os governantes ainda não sentiram esse clima mágico do passado, na verdade, acho que os políticos de relevância no cenário nacional, não sabem nem da existência da região, quem dirá desse vale. Na verdade nossa história grita pelo reconhecimento do vale dos dinossauros como patrimônio histórico da humanidade e ainda que o projeto de preservação/manutenção e exploração seja imediato. (Foto:by Kátia Moreira - 2010)

Um comentário:

  1. Grande Kátia,

    começando a descobrir as Impressões do Mundo. Já add ao Blog dos RastreadoreS de ImpurezaS:

    http://www.rastreadoresdeimpurezas.org/

    Abraços,

    Tiago Viana.

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