
Quase sempre, quando se inicia o ano letivo, somos convocados nas escolas de nossos filhos, para ouvirmos palestras sobre educação, seja como anda a educação no nosso país, seja para tentar nos ensinar como educar, dando-nos uma fórmula de como agirmos para o melhor desempenho da escola. Enfim, tudo com o intuito de nos dar uma satisfação e nos provar que nossos filhos estão no melhor colégio, e que apesar de pagarmos para serem ensinados, nós também somos peças fundamentais e temos que dar nossa contribuição.
Pois bem, este ano não foi diferente, na escola que meus filhos estudam. Passamos 90 minutos ouvindo um blá-blá-blá, e saímos certos de que estamos no caminho correto para fortalecer a educação de nossos filhos.
Entretanto, algumas incógnitas surgiram e chamaram a nossa atenção:
- Será que realmente é preciso chegar ao topo da escala do conhecimento pra que nossos filhos, e até mesmo nós, no presente, sejamos bem remunerados?
- Porque um país tão rico como o Brasil, é o 10º no ranking dos paises da América Latina, em desenvolvimento educacional, segundo relatório da UNESCO, e quanto isto pode afetar na educação de meus filhos, já que fazemos parte de uma classe social mais favorecida?
- Será que nossos filhos conseguirão chegar ao topo da escala de conhecimento e isto trará felicidade para eles, ou será a nossa realização?
Posso tentar discorrer sobre cada um dos pontos acima, mas uma coisa é certa: o futuro é o tempo que mais precisa de tempo para se realizar, e estas questões somente podem ser respondidas com o passar deste tempo.
Nossos filhos podem, sim, estar na melhor instituição para os moldes da sociedade na qual estamos inseridos, pois é isto que todo pai busca para seu filho, fazê-lo viver num nível melhor do que foram criados ou no mínimo nos mesmos padrões que nossos pais nos criaram.
Entretanto, apesar de nossos esforços, cabem a eles, com nossa ajuda, é claro, desenvolver o potencial que existe dentro de cada um deles, pois já ouvimos muito o dito popular: "os dedos das mãos são irmãos, mas não são iguais". E não podemos deixá-los caírem nas armadilhas que nossa própria sociedade os colocam.
Sabemos que a cada dia que passa, aumenta o nível de concorrência, isto em qualquer ramo de atividade. E sabemos, também, que a nós cabe incentivar nossos filhos, para lutarem, repito, lutarem e assim conseguirem o que desejarem, pois só o suor glorifica nossas vitórias.
Desta forma, de nada vale querermos viver por nossos filhos, pois aos pais cabe apenas assistir, instruir e incentivar, como um técnico de futebol, por exemplo.
E ainda, devemos ter consciência de que a vitória que nos queremos, nem sempre é a que eles querem ou conseguirão.
Mas, acima de tudo devemos colocar em suas mentes que o elo da educação/vitória/realização, é mesmo a FELICIDADE no que se faz, pois o que se faz com satisfação traz realização, independentemente que seja o trabalho, de um simples agricultor, que enche as bancas das feiras de legumes e por cadeia traz alimento à mesa de muitos brasileiros, ou seja o trabalho de um médico que traz ao mundo, de forma sublime, um novo ser. Todos nós temos um papel e podemos ser felizes, porque a felicidade é feita da satisfação na qual vivemos o momento.
Sendo assim, aconselho, pois é o que estou fazendo, seja o técnico de seus filhos, esteja junto, ajude, cobre, mas deixe-os colherem os louros, orientando-os a seguirem o que trará realização, pessoal e profissional e deixando-os cientes que nem sempre muito dinheiro traz felicidade.
0 comentários:
Postar um comentário